Uma corrente de estórias que ficam na minha história!

novembro 30, 2004

Para meu governo


Vépera de feriado
Sinto-me assim:
no alto
do planalto
ausente
diferente
inerte
como quem verte
o ócio
e o tédio
de quem é
desgovernado.
Antonio San

novembro 29, 2004

Estou...



...no anoitecer de mais um fim-de-semana.
Bons sonhos.
Antonio San

novembro 28, 2004

Que bem cheira a Maresia.

Quase sempre o mar traz a dualidade: a acalmia ou o desassossego.
Este também.
Em qualquer das alturas é força viva inspiradora.
Poucos serão os humanos que não se deslumbram com o mar e que não gostem de sentir o seu beijo no rosto, trazido pela brisa fresca ou pelo vendaval forte.
Quem não gosta de sentir a sua imponência ou a sua doçura?
Quem não gosta de viver os seus mistérios e sentir as suas fragrâncias?
Quem não gosta de nele mergulhar e nele se deleitar?
Quem não gosta do cheiro a maresia, dos sabores e dos aromas do mar?
Eu gostei e, por isso, vos convido a um passeio de tranquilidades pelos aromas e cores do mar.
Já não é só num búzio que se ouve o mar...
Parabéns Mar Azul e Mar Revolto. Continuem a presentear-nos com aromas tão intensos.

Já fazem parte dos meus Elos Fortes (que neste caso serão Amarras Fortes).

novembro 27, 2004

Somos os maiores...



O que aconteceu foi muito simples caros leitores!

O que aconteceu foi que eu estava em Belém na inauguração da maior árvore de Natal da Europa, sim repito da Europa, porque nós quando fazemos as coisas é em grande, e virei-me para um turista que lá estava e disse-lhe:
- Lá na tua terra não tens disto pois não? A maior da Europa, a MAIOR!

E o gajo vem com uma conversa do género: Não sei quê, no meu país
preferimos gastar dinheiro em outras coisas, por exemplo a evitar que
rebentem condutas de água, que levam ao abatimento do solo e dessa forma prejudiquem milhares de pessoas...mais não sei que mais e o camandro!

E eu, que até sou um gajo que, é pá, tenho uma certa facilidade na exposição de argumentos, não me fiquei e disse-lhe logo:
- A maior da Europa! Toma! Embrulha!

E o gajo começa a falar que não sei quê, lá no país dele quando começa a
chover as zonas ribeirinhas não ficam inundadas, e que talvez fosse melhor que, em vez da árvore, o dinheiro fosse canalizado para evitar essas situações e mais isto e mais aquilo...

Eu comecei a enervar-me e disse-lhe logo:
- Mau, tu queres ver que nos temos que chatear! Eu estou aqui a expor
argumentos que é pá sim senhor... e tu vens com essa conversa de não sei quê?
Eu já nem quero começar a falar na feijoada em cima da ponte, nem no desfile de "pais natais" porque senão nem sabias onde te meteres, pá.


O gajo começa a falar de uma coisa qualquer, tipo túneis que são construídos e ficam a meio, e não sei que mais, e eu virei logo costas. Porque quando eu vejo estes gajos que não conseguem aceitar a superioridade de um país sobre o outro, e ainda falam, falam, falam, e não dizem nada de jeito, eu fico chateado, pá, claro que fico chateado!!
Pois é !!!

texto recebido por e-mail de mão amiga
foto daqui
Antonio San

nEUROnios ébrios



... a fazer excêntricos todos os dias.
Antonio San

nEUROnios ébrios



... a fazer excêntricos todos os dias.
Antonio San

novembro 24, 2004

Infinidade

A blogosfera é assim mesmo. Uma casa com alguns amigos, um copo, um poema, uma foto, uma estória para a história pessoal, um pensamento ou, tão somente, um estar.
Depois chega mais um amigo e mais outro e outro ainda. Todos cúmplices, quase todos anónimos e tão familiares no dizer, no pensar e no estar. E o círculo alarga e torna-se INFINIDADE em si mesmo.
Pela mão de uma amiga, chegou mais uma amiga e, com ela, mais um bom punhado deles. Escancaro-lhe a minha casa para que se sinta bem. Entro na sua sem licença prévia. Não é preciso, não temos necessidade de pedir autorização entre amigos tão virtualmente reais.
Quem entra, passa a ser da casa. De qualquer das nossas casas, incluíndo da sua e das mais que vierem. E venham muitas assim como a dela: linda a transbordar de cumplicidades.
Acabo de chegar da primeira visita que lhe fiz e não posso deixar de vos convidar a todos. Definitivamente, a Maria entrou para os meus Elos Fortes.
A blogosfera é assim mesmo, uma casa, duas casas, três casas... um mundo!

novembro 23, 2004

Recordar Parafuso.

O grande Romão Félix , quando o encanto ainda não tinha cor e todos gostavam.
Som à maneira e... deixem-se ir nas asas da nostalgia.


Um doce a quem conseguir...

Acompanhar esta musiquinha.
Som bem alto, gargantas afinadas porque, afinal, tristezas não pagam dívidas.

novembro 20, 2004

E...




E fico a recordar o filho que não tive
E o amor que não me deste
E aqui fico a recordar
tudo aquilo que não fiz
E os anos que perdi
E as energias que gastei
E com os olhos rasos de água
choro impotente pela loucura
Que aos poucos toma conta de mim....

ML
Antonio San

Pecado capital



És pecado capital
Principal
Sensorial

Genial
Que me possui

De modo total
Brutal
Radical
Sem igual...
E eu, ébrio, me deleito
No teu leito
Em teu peito
Ao teu jeito
E gosto que me uses
E abuses
Ofusques
E perturbes
Porque afinal,
Sou simplesmente mortal ...

Em pecado venial!


António San
Antonio San


novembro 19, 2004

Celebridades efémeras.



O Natal aproxima-se a passos largos.
Não é boa época para perús, tá visto!
Antonio San

novembro 18, 2004

Musa moçambicana

Do blog Xicuembo do Cralos Gil , visita obrigatória desde há umas semanas, retirei (roubei, fanei, palmei, abarbatei, desviei) ou, simplesmente, transcrevo (soa melhor assim), para divulgação, toda uma lista de blogs que falam, recordam, cantam, pintam e vivem Moçambique.
Todos eles bons e que, também eu, recomendo vivamente a quem se interessa ou é curioso sobre o que Moçambique inspira.
No texto original (para aceder, cliquem no atalho Xicuembo dos meus elos fortes) o Carlos Gil disponibilizou atalhos directos aos blogues listados.
Boa viagem pelo Moçambique passado e presente, pelo real e pelo imaginário, pelas gentes e pelas terras e por tudo o que de muito bom aquele país já deu e continua a dar.
Obrigado Carlos pera referência ao humilde re-Corrente.

Blogs com cheiro moçambicano

Lembrei-me de fazer um apanhado dos blogues (que conheço) com um cheiro moçambicano. E lembrei-me porque o Ma-schamba, hoje, denunciou mais um link desta espécie (como é que ele os descobre??). Aqui vai portanto a minha lista, e quem souber de mais que os indique, o que antecipadamente agradeço:
Claro que o mais famoso (justamente) é o Ma-schamba do jpt, um sportinguista que nas cálidas águas do Índico sonha o impossível mas da realidade dá-nos uma visão muito aconselhável.
Também sedeado nesses abençoados ares há o Mr. Dutton goes to Mozambique dum americano, John Dutton, que, pelo que percebo, integra uma ONG dedicada ao apoio humanitário. Está em inglês e como sou um nabo nele fluente nem sempre há paciência para fazer mais que uma leitura transversal.
O Crónicas Semanais , de Luis David, faz jus ao nome e, semanalmente, reproduz crónicas publicadas no jornal local "Savana".
Ultimamente tenho acompanhado o blogue Passada , uma 'tuga' ainda incógnita que em Maputo oscila nas suas escritas entre os frescos locais e as pinceladas sobre a sua/nossa santa terrinha.
O O País da Marrabenta perdeu o pio em Julho e ainda não recuperou. Ainda o espreito de vez em quando, mas cada vez mais sem esperanças de que recupere... O XitiZap lá vai lutando por causas ambientais onde, acredito, elas não devem ser das primeiras preocupações de governantes mais preocupados com o acréscimo no PIB que as mega-fábricas trarão do que com os malefícios que as levam para o terceiro-mundo.
Estes, que eu conheça, são os com produção 'feita lá'.

Por cá:
Dedicados às fotos que preenchem a nostalgia dos que nunca esquecem os anos africanos, temos:
Moçambique - passado e presente , o Moçambique - passado e presente 1 e o Madalas de Moçambique , todos do mesmo autor, onde eu me farto de fanar fotos para o meu arquivo.
Recentemente apareceu mais um deste género (o tal que, indicado pelo jpt, induziu-me a esta lista) o Do Rovuma ao Maputo , ainda jovemzinho e a manter debaixo de olho cleptomaníaco. Ainda no estilo mas só com fotos actuais há o Quelimane - no coração da Zambézia , antes cognominado de "A Vida na Zambézia", mais do agrado da minha Webina pois eu nunca conheci a Zambézia mas ela nasceu lá.
Nos chamados "fotolog" há o inevitável Cherba's Fotolog . Boas fotos, há ali muita qualidade embora com produção muito irregular.
Não é um "fotolog" mas sim uma trip visual o Yurei-san da noviça do Frei no convento da linha, a querida Ro. Ser sensível, suave na escrita que reflecte a suavidade dos seus sentimentos e com imagens de escolha mais que acertada - feliz. Uma orgia de cor, uma maravilha de pitinha.
Por vezes com posts sobre Moçambique há o Moving to Africa e o Abstracplain , assim como o MozCam , todos em língua inglesa. Ainda em inglês, estou por perceber se o Maputo region serve para mais que sujeitar os residentes de Copenhaga a crises climatéricamente induzidas pela comparação entre a sua temperatura e a de Maputo... onde é que estão os posts?
Mas vamos aos poetas:
Claro que o Fazendo Caminho I e o Fazendo Caminho II , da Ermelinda, tal como o À sombra dos Palmares , do Miguel, têm lugar de destaque. Neles leio da melhor poesia moçambicana que há. Lamento que o Apassarado tenha terminado... A doce Sibylla do Cópula Vocabular , após ausência pelas piores razões (saúde) regressou e sou um dos muitos leitores felizes por tal.
Desde que descobri o Poetas de Expressão Portuguesa que é visita quase diária. Vão lá e verificarão porquê. Do mesmo autor e com a mesma musa há o antecessor Moçambique em Palavras .
Ora bem, eis o grosso da coluna onde estão muitos dos meus favoritos pois as suas letras são de qualidade:
Primeiro de todos o meu muito querido Chuinga da Teresa Delagoa/IO, já dona de posts de culto e de quem aguardo sempre mais, mais... ;-)
Da Luísa H., Maryluh, o Blogueios de vez em quando lembra-se da gente e lá põe um post... vá lá, Luísinha, a vida não são só aviões! Outro que infelizmente 'posta' com muita irregularidade é o Joca Soares do O canto do Xirico . É pena pois tem um óptimo gosto estético e, quando para tal tem tempo ou disposição, brinda-nos com excelentes posts.
O António San do re-Corrente... foi-me revelado há pouco tempo mas já ganhou lugar especial. Um blog que reflecte muita beleza além de visão crítica deste outro mundo que existe para além da web.

Do caro macua Fernando Gil, senhor de vários blogues, realço dois: o Moçambique para todos e o 25 de Abril - o antes e o depois . Bons blogues, uma visão própria sobre o processo de descolonização moçambicana e a sua leitura é inevitável para preencher-se o leque das opiniões dos intervenientes nesse pedaço de história que marcou a vida de pessoas concretas - nós.
Agora do Jaime, o excelente ForEver Pemba 3 , um blogue com muita documentação histórica e uma lista de links que é uma viagem que se aconselha. Porém, neste capítulo da documentação histórica sobre Moçambique há um que se destaca: o injustamente pouco citado Companhia de Moçambique . Se um dia houver vontades e meios para preservar doutra forma a memória bloguística nacional, que o "Cª de Moç." seja dos primeiros!
O Espaço El Mulato morreu antes do Natal de 2003, mas ainda existem por lá pretextos para visitas de leitura. Quanto ao Cantinho das Boas Maneiras da doce Michele Didier, a Miiii, também anda anémico... que se passa Miii? Um cantinho tão bonito como o teu e tão pouco produtivo...
Ah... pois é, há ainda o Random precision do Luís Rodrigues, ao que sei nado e criado nas margens da Delagoa Bay. Um bom blogue mas onde não se vêem especiais referências a Moçambique. Porém o seu link íntimo existe, e portanto o seu lugar nesta listagem é devido, justo.
Falta falar de dois (+ um) que têm de me merecer referência pois embora não sejam de moçambicanos no sentido tradicional ou vulgarizado no pós-independência, não raro por lá se lêm palavras (acertadas) acerca desse país, do seu 'antes' e também do seu 'depois':
Falo do João Tunes e do seu último blogue de referência o Água Lisa , que sucedeu ao inesquecível Bota Acima 2 , o qual já era filho do Bota Acima 1 . Um trio que é um póquer de ases junto com o Alentejanando do compadre Isidoro de Machede. Este, para além da verve apurada é um comilão insaciável e de bom gosto, além de apreciador dos prazeres líquidos que as uvas nos dão. Os seus posts, por vezes, roçam encantadoramente a perfeição...
Não fecho o post sem referir um caso especial, duma moçambicana por adopção. A Theo nunca foi a Moçambique e duvido que pense em lá ir. Mas também não exagero se avançar que muitos dos seus amigos são moçambicanos que vivem intensamente essa ligação sentimental com África e, por isso, ela é moçambicana "honoris causa". Definitivamente, merecidamente. Moçambique ou qualquer outro país só tem a ganhar em ter uma cidadã como ela, ser especial abençoada com dons especiais onde avulta uma simbiose de ternura e vontade de vencer. O seu blog é o A Sebenta , a mais recente das minhas visitas de encantamento.
Perdão para quem esqueci. Como sabem não é intencional, é inabilidade mnemónica ou funcional.


Foto da cidade da Beira
(roubada da net por causas nobres)
Antonio San

novembro 16, 2004

O Estado do stress...

A televisão pública transmitiu esta noite um debate sobre o stress em Portugal (e não só), no "Público e Notório".
Esqueceram-se de apresentar as práticas (foi só teoria)... aqui fica uma das mais que muitas "imagens e atitudes" visíveis do stresssssss que anda por aí...
E mais não digo porque, afinal, também faço parte do público. Não é notório?
Vou tomar as gotas e já volto...


Antonio San

Oopsss...

Amanhã começo o raio da dieta, está bem? Prometo...


Antonio San

novembro 15, 2004

Cidade

caminho sem destino pela cidade
ruas estreitas
ruas com história
vidas difíceis
vidas tramadas
tramas forjados na escuridão
tramas forjados nas ruas esconsas
ruas fechadas com casas altas
casas antigas bisbilhoteiras
casas espiãs
tapetes frios que as separam
tapetes gastos e repisados
calçadas
pedras
casas
e vasos
vasos que alegram o desalento
vasos quebrados também já gastos
plantas com cor para salpicar
para alegrar
para viver
que ressuscitam esta cidade
cidade velha
morta pelo tempo
pelo abandono
e pela tristeza
caminho triste
caminho sempre
vejo os pardais a pipilar
vejo as pessoas acaminhar
caminho sempre
vou pelas sombras que serpenteiam
meu pensamento é solidário
com a cidade que já foi morta
morta pelo tempo que a percorreu
.


LUZ FAVA
Leiria 1980


Antonio San

novembro 08, 2004

Prosa putativa (ou, nem tão prosa, nem tão putativa)



Entardeces-nos assim, brumosa
Ó Pátria tão desditosa
E dessa maneira airosa
Aparentando seres zelosa
Prometes-nos Sebastiões
Para depois, pedrosa
Única e poderosa
Nos obrigares inquisições
E deixares a esperança chorosa
Em tempestade chuvosa
Espectante e ansiosa
Pela manhã luminosa.
De maneira corajosa,
Porque nem toda a pedra é rugosa,
Nem toda a época tormentosa,
Espera-se a intervenção prodigiosa
De uma Entidade milagrosa
Menos palavrosa
E mais actuosa.
E acabou-se-me a... prosa!

Antonio San

novembro 07, 2004

É pura fascinação!!

Porque sou um eterno apaixonado pelo Bolero de Ravel;
Porque o que é muito bom deve ser partilhado;
Porque quando a criatividade atinge esta expressão deve ser divulgada;
Porque nem tudo são más notícias das bandas do Médio Oriente;

Aqui partilho o que também comigo foi partilhado.

"O Bolero de Ravel feito pela Universidade Ben Gurion, no Neguev, Israel.

Clica, aguarda, "ouvivê": a música, os cenários e as coreografias!

http://www.edu-negev.gov.il/tapuz/motytp/atar/scripta/games/boleroclip.htm

Bolerando."


Obrigado Rui Farinha por teres pensado em mim!

Achei piada II (via e-mail)

Frases célebres (ou que muito bem podiam ser...)

«Incomodam-me as pessoas que não dão a cara»- Anónimo

«Vamos por partes» - Jack "O Estripador"

«A minha esposa tem um bom físico» - Albert Einstein

«Eu comecei por roer as unhas» - Venus de Milo

«Nunca pude estudar Direito» - O Corcunda de Notre Dame

«Sempre quis ser o primeiro» - João Paulo II

«Quando te foste deixaste-me um sabor amargo na boca» - Monica Lewinski

«Hás-de pagar-me» - Fundo Monetario Internacional

«Batemos a concorrência» - Moulinex

«Não ao derramamento de sangue!!!» - Tampax

«O automóvel nunca substituirá o cavalo» - A égua

«Disseram-me para jogar junto à linha branca» - Diego A. Maradona

«Tenho um nó na garganta» - Um enforcado

«Estou feito em pedaços» - Frankenstein

«Gosto da humanidade» - Um canibal

«A minha noiva é uma cadela!» - Pluto

«És a única mulher da minha vida!» - Adão

«Levantarei os caidos e oprimirei os grandes!» - O soutien



Antonio San

Achei piada I (via e-mail)

Filosofias de vida

Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.

Nunca desista do sonho. Se não encontrar numa pastelaria, procure-o na próxima.

Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas somente um génio é capaz de vendê-lo.

Tudo é relativo. O tempo que dura um minuto depende de que lado da porta do WC se está.

O mais nobre dos cachorros é o cachorro-quente: alimenta a mão que o
morde.

Se emperrar, force. Se quebrar é porque precisava mesmo de ser mudado...

Roubar ideias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.


Antonio San

O Sol da Luz

Com o sol muito apertado entre os meus braços cruzados no peito,corria desvairadamente, pensando o que fazer.
O sol tinha caído do céu e eu, ao apanhá-lo do chão, senti-me obrigada a ir entregá-lo.
Continuava na corrida desenfreada ,mas já sabia o meu destino.Afinal o sol tinha tinha caído porquê? Teria arrefecido? Teria sido o vento cósmico? E agora? Lembrei-me do arco-íris que subia da terra ao céu. Rápida como o Pégaso, voei até à fonte do arco-íris para falar com o ansião,seu guardador há milénios e que estava sentado numa aresta do prisma de refracção!
A sua paz e serenidade comoveram-me e deram-me mais e mais força.Respirei fundo quando olhei para ele e abrindo os meus braços lhe mostrei o sol.
Ele sorriu para mim, como que atranquilizar-me, com aquele sorriso que emanava paz e um amor inimaginável.Com calma, apesar de estar ainda ofegante ,expliquei-lhe que o sol tinha caído do céu e estava frio.Ele, não me interompeu deixando-me falar atabalhoadamente até ao fim..
Esticou os braços a pedir-me o sol ,com as mãos em concha,claro que lho entreguei.
Nesse momento o sol acendeu-se,e tive que tapar os olhos para não cegar com tal luminosidade.Oansião dera vida ao sol só com o calor das suas mãos. Elevou-o até à cabeça e lançou-o pelo arco-íris acima como se de uma bola de bowling se tratasse.
Quando o sol chegou ao zenite,balançou um pouco até estabilizar .
O brilho foi-se intensificando e o arco-íris foi-se desvanecendo aos poucos,formando um grande coração à volta do sol.....

Luz Fava - 2004


Foto de Hugo Santos

Antonio San

novembro 05, 2004

Outonos


Antonio San

D. Sebastião


Antonio San

Mantos


É nesse teu verde pisar
que me encontro e revejo
e me deixo então embriagar
nas puras paixões do desejo.

Antonio San

Natureza

És serenidade amanhecida
de quem por amores bailou
em cores de sol e de vida
e dos tons que o tempo gastou.

Das tormentosas investidas,
te resguardas, acautelada,
em esperas desvanecidas

a branco e frio azul decorada.


Para acordares deslumbrada
em roupagens de mil cores
e te dares, assim, abandonada
ao doce enlace dos sabores.



Antonio San

Serenidades

Outono de macio veludo
nascido de subtis cores
despertas assim desnudo
em celestiais alvores.




Antonio San

novembro 04, 2004

Convento das abadessas de Cister

Uma vista para a capela mor através da separação da sala do coro, feita em madeira trabalhada.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Pormenor da sala do coro revestida a paineis de madeira e azulejos setecentistas.



Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Entrada Manuelina para a sala do coro. Construída aquando das obras de 1660.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Cristo.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

As colunas salomónicas em talha dourada do retábulo mor.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Pormenor do retábulo e castiçais em talha dourada.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Óleos a ladear o retábulo mor.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Sacrário.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Pia Baptismal.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Visão do inferno em óleo.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

A Sagrada Família.


Antonio San

novembro 03, 2004

Convento das abadessas de Cister

Pormenor da Sala do coro.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Do meio da capela para o fundo, aloja-se a Sala do coro. Magnífica no seu revestimento de azulejos do fim do Sec. XVIII, como, aliás, toda a capela e Mosteiro.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Detalhe do retábulo. Da estatuária sacra, sobressai a imagem de Nossa Senhora no topo e, na tribuna em baixo, a Sagrada Família ladeada por colunas salomónicas e pelas imagens de S. Bernardo e S. Bento.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

A nave principal do Mosteiro de Cós aloja a impressionante capela de Nossa Senhora do Carmo.
O Altar em talha dourada é um impressionantemente belo representante do início do barroco. O tecto forrado de caixotões de madeira, ostenta belos frescos a precisar de intervenção rápida.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Retábulo da capela mor de Nossa Senhora do Carmo. A talha dourada no seu esplendor máximo. O retábulo barroco foi construido por volta de 1660, juntamente com o novo cláustro.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Painel de homenagem aos soldados da freguesia de Cós, falecidos na 1ª guerra mundial.


Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Campanário da Igreja do Mosteiro de Cós, também conhecido por Convento de Santa Maria de Cós. O relógio, algo moderno, marca o avanço dos novos tempos.
O exterior prima pela simplicidade. Choca com a imponência do Mosteiro de Alcobaça dos monges de Cister.
As suas origens perdem-se no Sec. XII e terá sido mandado construir pelo então Abade de Alcobaça D. Fernando para acolher as viúvas que quisessem levar uma vida religiosa.
Entregue à protecção régia, passou pelos reinados de D. Dinis, D. Pedro I e D. Fernando sem que nele se efectuassem obras de manutenção. A degradação era já evidente quando, em 1519, a abadessa alerta para o estado de decadência e consegue que se façam obras.
Entre 1560 e 1562 o Abade Cardeal-Infante D. Henrique promove novas obras e constrói o dormitório, o cláustro e a igreja onde está hoje alojada a capela de Nossa Senhora do Carmo. O Mosteiro só volta a ser intervencionado cerca de 100 anos depois.
Em 1776 o Abade D. Manuel de Mendonça ordena a construção do novo dormitório com 4 celas em 2 andares e a nova casa residência para padres.
Em 1834 o Mosteiro é encerrado e as instalações conventuais vendidas. A igreja passa então a estar ao serviço da paróquia.
Inundações (pelo facto de se situar junto a uma ribeira) e deteorações do Convento, levam à degradação dos objectos no seu interior.
Só mais tarde o espaço é reabilitado e aberto a visitas.
Cós é uma pequena aldeia que fica no Concelho de Alcobaça a uns meros 10 km para o interior.
Estive neste mosteiro há uma boa vintena de anos e, então, a degradação era chocante. Felizmente agora começa-se a recuperar um valiosíssimo espólio de arte e arquitectura sacras.
Pena seja que as visitas não estejam organizadas e que a abertura da Igreja dependa da boa ou má vontade de quem tem a chave. Mesmo assim, vale a pena.


Antonio San

Halloween de todos nós

Infelizmente, continua a haver por aí, muita bruxa e muito lobisomem desgarrado nas estradas portuguesas, seja halloween ou não. Vejam-se os números do último fim-de-semana. Autêntico filme de terror. Já que nos importamos por importar tudo, porque não importar CIVISMO rodoviário?
Antonio San

Convento das abadessas de Cister

Mosteiro de Cós, o irmão desconhecido do Mosteiro de Alcobaça.
Para breve, as fotos do surpreendente interior do Mosteiro esquecido.
Valem bem a pena, garanto-vos.


Antonio San
 

Passaram pela re-Corrente

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