Uma corrente de estórias que ficam na minha história!

outubro 25, 2004

D. Dida (parte I)

Chicungunho nunca passaria de uma povoaçãozeca enfiada lá para trás do sol-posto, não fosse por vias de D. Dida.

Com efeito, quando flectia ligeiramente, na lateral, os joelhos, esticava os braços e mãos, levantava a cabeça com superioridade e, com os indicadores apontados para Norte e Sul, cantava ao som do “New York, New York” a sua versão muito própria sobre aquela meia dúzia de casitas perdidas nos confins da região Leste, os clientes, os empregados e os visitantes entravam em delírio. E a sua voz cálida, algo rouca de tabaco e shots, iluminada pela luz potente do farol do Land Rover ligado à bateria de 12 V, invadia todas as células e subia rodopiante na espiral do ADN de cada uma das deslumbradas criaturas que a ouviam, explodindo em simultâneo com aquele:
_ Chicun…gunho... Chi…cun…guuuuu…nhooooooo!
- Dida… Dida… Dida…

Era o “grand finale”, o êxtase, a loucura frenética digna de qualquer grande apoteóse. A plateia aplaudia de pé, ardendo em pecaminosas vontades e gritava histérica pelo seu nome.
D. Dida, essa, enviando fartos e sensuais beijos, agarrava a longa boquilha com o cigarro previamente aceso pelo dono do “Bai Naite” e desaparecia para não mais ser vista, com um sorriso de convidativas promessas nos expressivos lábios carnudos.
Atrás do pano, a ponta acesa do desejo fumegante de cada um, desaparecia com a bolinha rubra da ponta do cigarro, envolvida em dois ou três corações de fumo, magistralmente aperfeiçoados por D. Dida ao longo dos tempos.

E assim se vibrava no “Bai Naite”, todas as noites de Sextas e Sábados, excepto Sextas-feiras Santas e Sábados de Aleluia, por mor da devoção que D. Dida dedicava às Santas Chagas de Cristo.

Reinava assim aquele mito por toda a região. Mulher de acender desejos e de despelotar imaginação a muitas histórias de quem nunca se tinha podido aventurar nos seus afagos, mas deles fazia pensamentos constantes e façanhas íntimas.

Ventos do leste já se tinham encarregado de propagar tal fenómeno ao coração da capital, a ponto de ser tema de muitas e muitas conversas, muitos e muitos sonhos machos, muitas e muitas invejas fêmeas, mas, acima de tudo, de muitos e muitos boatos, já que certezas ninguém tinha.

Sabia-se só que era uma deusa negra: alta, perna esguia e bem torneada, corpo de musa, lábios sensualmente carnudos, nariz de fino traço arrebitado, cabelo longo e brilhante das extensões sintéticas, olhar profundo, penetrante, convidativo e sorriso malicioso nas promessas.

Floribindo Frango, Bindo para os amigos, franganote engalanado para os inimigos, ouvia, especulava de si para si e sonhava com aquele sonho de mulher fatal.

Ministro do ensino, baseado na capital, jovem, urbano, fatinho de marca por medida e gravata Hermés de nó cuidado para lhe amenizar a fraca e raquítica imagem, nunca se deslocara a mais de uma vintena de quilómetros do seu gabinete para inspeccionar ou visitar fosse o que fosse. Tinha horror a tudo o que fosse para lá da simples menção teórica de campo, animais, pó, mulher camponesa, força braçal, esforço físico (nem a compleição lho permitiria), moscas, calor, cheiro de suor e brutalidades.

Escondia-se atrás de uma pretensa pseudo-intelectualidade e movia-se em velocidade cruzeiro pelos corredores das influências. Vindo do nada, granjeara para si fama e muito dinheiro à força de se fazer notado e presente.
Estuda no estrangeiro com bolsa de estudo e, a custo de muitos anos e carradas de benevolência, consegue formar-se e regressar como um dos promissores novos valores da Nação. Encosta-se a este e àquele, torna-se exímio no jogo da influência, poderoso, autoritário, manipulador e, consequentemente, ministro. A oratória sempre fora o seu forte.

Todos estranharam, portanto, que o Sr. Ministro, de repente, quisesse visitar uma escolita primária, perdida sabe-se lá onde, tirada, à sorte e a ferros, do destino da ponta da sua Mont Blanc sobre o vasto mapa da região Leste. Ainda por cima, uma escola sem expressão, de uma só professora e meia dúzia de alunos empedernidos.

Com ar superior, Frango pedira ao seu secretário para ler em voz bem alta o nome da terra abençoada pela sorte da sua visita.
Chi…cun…gu… nho…. Ouviu-se no ensurdecedor silêncio.
- Chi… quê???? Perguntava Frango com disfarçada curiosidade.
- Chicungunho, Sr. Ministro, mas…
- Pois seja Chicungunho! Tratem da visita para este fim-de- semana!
- Mas, Sr. Ministro… não quer visitar uma aqui mais perto? Este Chicungunho nem luz eléctrica tem!

E que interessava isso a Frango? Nem que pó tivesse de comer. O propósito era nobre. Só ele sabia as noites passadas em claro, antevendo a deusa, já sua, prostrada em favores de alcova. Afinal sempre era ministro, facto que impressionava qualquer coração feminino mais empedernido à afeição. Era trunfo que viajaria com ele na manga da sua mais branca Pierre Cardin.

Virando-se com a postura política que o momento exigia, improvisou com a firmeza e determinação dos grandes líderes:
- Não. Sou um ministro democrático, todas as escolas, para mim, são tratadas com a mesma importância e deferimento. Começamos pelas mais pequenas e afastadas exactamente para dar o exemplo. Vou iniciar uma verdadeira descentralização. Contactem o governador e o delegado escolar da área. A visita é oficial a partir de Sexta-feira à tarde. De manhã, quero o avião pronto às oito horas em ponto. Vou sozinho para encurtar despesas. A contenção obriga.

Naquela Quarta-feira, saiu do gabinete com o mesmo ar altivo de sempre, todavia com um imperceptível sorriso de antecipação vitoriosa no duro rosto autoritário.

O dia seguinte seria dedicado à difícil tarefa de escolher as indumentárias mais favorecedoras ao seu indiscutível charme masculino.

outubro 22, 2004

E se a moda pega???

Um dia destes em vez de treinadores ...

"Entrevista SE O BENFICA CUMPRIR, GARANTO O CAMPEONATO

O ‘CM’ descobriu Dembo Cissé Cassama na Guiné e o sábio aceitou desvendar a sua ligação com o Benfica. Só os seus métodos e as verbas envolvidas ficam no segredo. Mas deixa uma promessa.

d.r. Dembo Cissé Cassama diz que ajudou o Benfica a ganhar a Taça

Correio da Manhã – Como é que teve início a sua ligação ao Benfica?

Dembo Cissé Cassama – A primeira vez que me contactaram para ir a Lisboa foi a 19 de Março. Não estavam bem no campeonato e precisavam de ultrapassar o Sporting no segundo lugar. Queriam ainda ganhar a Taça de Portugal.

– Quem fez o primeiro contacto foi José Veiga ou outro dirigente?

– Foi um intermediário ligado ao Benfica. Só estive com Veiga na segunda vez que fui a Lisboa.

Mas, nesse primeiro contacto, o que é que lhe prometeram?

– Disseram-me que se conseguisse o segundo lugar e a vitória da Taça não tinha que me preocupar, porque pagavam tudo o que eu quisesse. Pediram-me também para fazer um trabalho no Estádio da Luz, porque tinham um jogo que não queriam perder. E eu cumpri.

– Como assim?

– ... Olhe, desde que saí de Lisboa e até voltar na segunda vez, o Benfica não perdeu em nenhuma ocasião. E a 23 de Julho, foi José Veiga, pessoalmente, quem me chamou para assinar contrato. Esteve comigo duas vezes no Hotel Zurique, mas eu não assinei nada.

– Porquê?

– Disse-lhe que me deviam dinheiro referente à vitória na Taça, ao segundo lugar e ao tal trabalho no estádio.

– E pagaram-lhe?

– Não. Argumentou e disse que não podia pagar porque esse dinheiro era referente a um período anterior à entrada dele no Benfica, mas deu-me a sua palavra para este novo contrato.

– Quais os valores acordados?

– Sobre isso não falo.

– Mas o que lhe disse Veiga?

– Na altura, disse-me que queria ser campeão e eu voltei a dizer que sem dinheiro não trabalhava. As pessoas desconhecem, mas há custos grandes, há sacrifícios... Mesmo assim, tranquilizei-o para o jogo com o Anderlecht [Liga dos Campeões], em Lisboa, que eles venceram. Mas avisei que, para o jogo da Bélgica, se não pagassem, não podia garantir nada. E o Benfica foi eliminado.

– Quando voltou a ser contactado?

– Logo que o clube regressou da Bélgica, já depois de também ter perdido a Supertaça para o FC Porto. Veiga contactou-me e disse que queria atacar forte o campeonato, e que os adeptos não estavam contentes... Jogavam com o Beira-Mar e não podiam perder, senão era o caos. E eu voltei a mostrar que sou forte. O Benfica venceu e ainda hoje lidera.

– Mas no último domingo perdeu com o FC Porto?

– Sim, mas tínhamos combinado uma mensalidade e eles não cumpriram. Veiga sabia que, para preparar o jogo na Guiné, precisava do dinheiro. E fiquei à espera, sem poder trabalhar. Se o Benfica cumprir, se forem honestos, garanto o campeonato. Já dei provas.

PERFIL: Dembo Cissé nasceu há 48 anos, na Guiné-Bissau, mas foi no Senegal, junto do seu grande ‘mestre’, que fez os estudos, ao longo de anos. Casado e pai de filhos, rumou ainda à Guiné-Conacri, com o objectivo claro de aperfeiçoar os seus poderes. Hoje é, na Guiné-Bissau, uma figura reconhecida e respeitada, detentor de clientes no Mundo inteiro. O Benfica, contudo, foi a sua primeira experiência com um clube de futebol. "

Pedro Rita

E esta heim???

" VOCÊ É UM ENVELHESCENTE ? "
Mário Prata

Se você tem entre 45 e 65 anos, preste bastante atenção no que se segue. Se você for mais novo, preste também, porque um dia vai chegar lá. E, se já passou, confirme.


Sempre me disseram que a vida do homem se dividia em quatro partes: infância, adolescência , maturidade e velhice. Quase correto. Esqueceram de nos dizer que, entre a maturidade e a velhice (entre os 45 e os 65) existe a ENVELHESCÊNCIA .

A envelhescência nada mais é que uma preparação para entrar na velhice, assim como a adolescência é uma preparação para a maturidade. Engana-se quem acha que o homem maduro fica velho de repente, assim da noite para o dia.

Não !!! Antes vem a envelhescência !!!
E, se você está em plena envelhescência, já notou como ela é parecida com adolescência?

Coloque os óculos e veja como este novo estágio é maravilhoso: Já notou que lhe andam a nascer algumas espinhas? Os adolescentes mudam a voz. Os envelhescentes também. Mudam o ritmo de falar, o timbre. Os adolescentes querem falar mais depressa; os envelhescentes querem falar mais lentamente. Os adolescentes não têm ideia do que lhes vai acontecer daqui a 20 anos. Os envelhescentes evitam pensar nisso.
Ninguém entende os adolescentes ... Ninguém entende os envelhescentes... Ambos são irritadiços, enervam-se por pouco. Acham que já sabem de tudo e não querem palpites nas suas vidas. Às vezes, um adolescente tem um filho: é uma coisa precoce. Às vezes, um envelhescente tem um filho: é uma coisa "pós-coce".

Os adolescentes não entendem os adultos e acham que ninguém os entende. Os envelhescentes também ninguém os entende. "Ninguém me entende" é uma frase típica de envelhescente. Quase todos os adolescentes acabam sentados na cadeira do dentista e no divã do analista. Os envelhescentes, também. A contragosto, diga-se. O adolescente adora usar uns ténis e uns cabelos "da hora". O envelhescente também. Sem falar nos brincos. Ambos adoram deitar e acordar tarde. O adolescente adora assistir a um show de artista envelhescente (Caetano, Chico, Mick Jagger). O envelhescente adora assistir a um show de um artista adolescente. O adolescente faz de tudo para aprender a fumar. O envelhescente pagaria qualquer preço para deixar o vício. Ambos bebem às escondidas. Os adolescentes fumam maconha às escondidas dos pais. Os envelhescentes fumam maconha escondidos dos filhos. O adolescente gaba-se que dá três por dia. O envelhescente, quando dá uma a cada três dias, está mentindo.


A adolescência vai dos 10 aos 20 anos ... a envelhescência vai dos 45 aos 65. Depois, sim, virá a velhice, que nada mais é que a maturidade do envelhescente.

Daqui a alguns anos, quando insistirmos em não sair da envelhescência para entrar na velhice, vão dizer :
"É um eterno envelhescente." ...... Que bom !!! "


E ...

"Na juventude os dias são curtos e os anos são longos; na
velhice os anos são curtos e os dias longos."


(Panin)


"Jamais serei velho. Para mim a velhice é sempre 15 anos mais do que tenho. "
(Bernard Baruch)

outubro 14, 2004

Palavras para quê?

É um artista português, com certeza!


Antonio San

Palavras para quê?

Somos artistas portugueses!
Antonio San

outubro 13, 2004

Ao preço da chuva...(de Outono)

Fim de festa! Que dia...
Adoro feiras, mas só mesmo de vez em quando e se não chover.
A minha homenagem a todos os feirantes do meu país.


Antonio San

Ao preço da chuva...(de Outono)

Qué frôr???
Versão "comunicações sem fio".


Antonio San

Ao preço da chuva...(de Outono)

Por falar em reforma agrária...
É pró jardim e prá horta, ó freguês!
Não a fundos perdidos, eu é que estou perdido com o negócio.
Raios partam a chuva!


Antonio San

Ao preço da chuva...(de Outono)

Menos vendidos, é certo, já mais "out fashion", mas mesmo assim ainda marcam presença.
Dizem as Madames que dá cabo das unhas ao arear e não combinam nada com o trem (será de aterragem, ou o que vai para Sacavém?).


Antonio San

Ao preço da chuva...(de Outono)

Alta sapataria???
Nem de olhos bem abertos...


Antonio San

outubro 12, 2004

Ao preço da chuva...(de Outono)

É no barro que se apura o sabor.
O povo sempre foi supremo nessas sabedorias.


Antonio San

Ao preço da chuva...(de Outono)

Polvo seco. O método de secagem é o mesmo do carapau.
Menos visto, mas diz quem gosta, um petisco.


Antonio San

Ao preço da chuva...(de Outono)

Carapau seco ao sol, em plena praia da Nazaré.
Afinal a tradição ainda é o que era.
Delícia popular assada na brasa feita pelas pinhas (pinhocas como se diz por lá).


Antonio San

Ao preço da chuva...(de Outono)

Caldo verde fresquinho freguês!


Antonio San

Ao preço da chuva...(de Outono)

Ólha fruta fresquinha...


Antonio San

Ao preço da chuva...(de Outono)

Alta costura Inverno-Inverno (parte 2)


Antonio San

outubro 11, 2004

Ao preço da chuva...(de Outono)

Alta costura Inverno-Inverno


Antonio San

As diferentes tonalidades da laranja

Aqui ficam as diferentes tonalidades da laranja. Pelo menos algumas, porque há mais... e temos visto cada uma!
Cada um que legende como muito bem lhe aprouver.

Uma imagem vale bem todas as mil palavras que quisermos.
Tenho dito.



Antonio San

outubro 07, 2004

As diferentes tonalidades da laranja

Para amanhã que hoje estou sem pachorra para o assunto. Já tive laranjites de sobra.

outubro 06, 2004

Estações de mim...



Ontem eras tu, assim...
raio, brilho e lUz,
toda sol, Toda dádiva de calor...
hoje eu! Brisa fOrte, chuva intensa,
No teu seio acobreado que me seduz
aporto, com a ternura Ondulante do fervor,
Simplesmente...

Antonio San

Desilusão total...

Estou completamente desiludido com a nova produção da TVI que pretende trazer-nos ao vivo e a cores o habitat pouco natural de alguns animais ditos célebres.

No meio de tanta besta, não consegui vislumbrar a vaca Cornélia.

Fui eu quem viu mal ou é mesmo falha da produção? Essa sim... é realmente uma celebridade neste nosso rectângulo à beira-mar plantado e merecia a justa homenagem.

Já agora..., se era imperativo importar animais estrangeiros para credibilizar a quinta, porque é que não importaram o pato Donald ou, até mesmo, o Speedy Gonzales? Também eram das américas ou não eram?

Uma dúvida que me assiste: que raio de ave rara é aquela que se bamboleia por lá e se pinta toda quando se levanta?

Disseram-me que era um espécime muito raro do "pavão moçambicano-americano-português". A ser assim, porque é que não o fecham a sete chaves, longe de tudo e de todos, para o protegerem? Ouvi dizer que o zoo de Nova Iorque tem óptimas condições e que lá ele não seria obrigado a co-habitar com espécies rurais.

E porque cargas de água é que a Júlinha aceitou ser a hortelã-mor de uma "quinta" tão... tão...?

"Noblesse oblige" ou "a face visível do vil metal"?


Aguardemos desenlaces!

outubro 05, 2004

Viagem a nós mesmos.

VIAGEM AO PASSADO
UMA HISTÓRIA DOS NOSSOS AVÓS
Por: Victor Cabral *

Há dias fiquei maravilhado, admirado e sobretudo surpreendido por ver o resultado de uma investigação genética, feita por dois grandes geneticistas, um italiano velhote, no trabalho de laboratório e outro alemão muito mais jovem, no trabalho de campo. (não me lembro dos nomes, se estão interessados eu posso procurar saber).
Talvez haja gente, que já soubesse disso, mas para os que ainda não sabem que estamos tão adiantados aí vai, sem nenhuma pretensão de comentarista ou escritor; nada disso, somente de alguém que gosta das histórias de África e de tudo o que está relacionado com esse Continente.

Desde o descobrimento da história do mapa do “genoma humano” que têm havido estudos sobre este assunto, tanto de laboratórios, como de estudiosos, com o objectivo de fabricar medicamentos feitos “à medida” para nós os mortais.
Pois estes dois senhores geneticistas a que me referi, há muito que começaram uma viagem ao passado, uma espécie de máquina do tempo e embarcaram no estudo do ADN (ácido desoxirribonucleico, todos sabemos esse nome, não sei para que perco tempo), de cada povo e nos lugares mais remotos da terra. Conseguiram milhares e milhares de amostras de sangue, da maioria dos povos da terra, desde o Círculo Polar Árctico, até aos mais remotos e quentes do deserto australiano.

Depois de estudar e voltar a estudar o ADN de cada um, chegaram à conclusão que todos nós (ainda que a alguns não gostem por serem racistas) “... descendemos do povo vivente mais antigo sobre a terra”:

- Senhoras e senhores, apresento-vos aos vossos tetravós: o povo SAN, mais conhecido por BUSQUIMANOS do Kalahari ou Camechequeres como os chamam no sul de Angola e na faixa do Caprivi (Namibia).

Amigos, se não gostaram da ascendência, sempre podem dizer que vieram de outro planeta, e acreditem que haverá muita gente que acreditará. Já sabia, dirão alguns, que o crânio mais antigo data de milhões de anos e vem da Tanzânia.

NÃO, não estou a falar disso, quando digo estou, quero dizer os geneticistas estão a falar, somente de 80.000 (oitenta mil anos), mais ou menos antes de ontem na contagem dos anos do aparecimento do homem sobre a terra, ou seja, dos tais tipos meio macacos, meios homens, os tais que deixaram a cabeça na Tanzânia.
Estes de que lhes falei, foi há pouco tempo, quando a terra era desabitada, ou melhor habitada por pouca gente, que se possa chamar gente.

Dizem os tais geneticistas, que por alguma razão desconhecida, os nossos avós, o povo SAN, começaram uma viagem que ia ter consequências fantásticas no povoamento da terra. Viajaram para Norte e em algum lado o grupo se separou e se dividiu em dois. Esta viagem e separação, demorou muitos milhares de anos, talvez 30.000 anos. Um grupo dirigiu-se a Oriente, outro seguiu para o Norte até às proximidades do Casaquistão.


Na sua viagem ao centro do Kalahari, o nosso geneticista quis comprovar, uma vez mais, que ao colher sangue a um busquimano, o ADN e o código genético eram iguais ao de um índio navajo do Arizona. “Raios, mas isso é muito longe um do outro”.

Então pôs-se a visitar cavernas e descobriu ossos, que mandados para o laboratório, provaram pertencer a um busquimano de há 80.000 anos atrás. Era o mais antigo que se pôde encontrar. Então olhou com mais respeito para o pequeno busquimano que tinha como guia. Não fez como nas telenovelas que se atiram ao pescoço uns dos outros e gritam, AVÔOOOO. Nada disso, porque o tipo é alemão e frio, (perdão Volker Sthamer sempre há excepções), mas vê com outros olhos aquele homem miúdo, vestido com uma pele de springbock e armado com um pequeno arco e flechas para caçar, sentado ao seu lado que está certo ser o seu te-tetaravô. (exactamente 2.000 gerações).

Depois de estar um tempo com a sua remota família, dirige-se às costas da Índia e também consta que os descendentes do povo San passaram por lá havia somente 45.000 anos, pois tanto o ADN das pessoas do lugar registado como ossos encontrados em algumas cavernas, assim o confirmavam.
Os nossos avós viajantes, depois de passarem uns milhares de anos naquela região, foram descendo por o que hoje é Malásia e Bornéu e dirigiram-se ao Sul do que hoje é Austrália e aí se estabeleceram.
Não havia pontes, o que acontece é que os Continentes ainda estavam pegados e não como agora que estão divididos num montão de ilhas, incluíndo Timor. Isto foi há 40.000 anos, mais dia, menos dia. Aí os vamos deixar tranquilos aos novos busquimanos a quem agora chamamos Aborígenes e que são uma fonte inesgotável para os turistas que os fotografam na terra do “Down Under”. São mais fotografados que o “ Crocodile Dundee”.

Dirigiu-se depois a uma parte do mundo que hoje se chama China. Uff, a revolução que os nossos avós caminhantes iam criar. Um país com a quantidade de gente que se espalhou hoje pelo mundo. Creio que se se pusessem a fazer xixi todos ao mesmo tempo nos afogariam num santi-amen.

Sim porque ele calculou que os avós se estabeleceram por lá há 35.000 anos.
E vejam que não demorou muito que se multiplicassem como coelhos. E como são nossos parentes temos de aguentá-los com cópias e pirataria das melhores marcas: relógios, malas de senhora, marcas de prestígio europeias etc. Já nos invadem tanto de mercadorias que não se pode ir comprar nada que não haja alguma coisa “made in China”. Vejam o resultado de um punhado dos nossos primos que não tiveram cuidado e nos encheram o mundo de chineses.

Um dos grupos dirigiu-se ao Casaquistão e o nosso geneticista alemão, ao chegar a esse lugar, estuda e estuda e volta a estudar uma grande quantidade de personagens e vê que por aí passaram e se assentaram os nossos avós busquimanos que agora já tinham aclarado a pele e os olhos e já ostentavam um cabelo liso. Isso devido às condições climatéricas. Já se tinham habituado aos frios Invernos e às andanças tão difíceis para sobreviver num clima tão extremo.

Depois de encontrar o ADN que buscava e de visitar infinidade de grutas, o nosso geneticista aventureiro, com a ajuda do carbono 14 aplicada aos ossos que encontrou, determinou que os avós busquimanos se tinham estabelecido nesse lugar havia 18.000 anos. Nessa altura já eram brancos de olhos claros e de cabelos loiros. Mas não deixavam de ser os descendentes dos busquimanos do Khalahari.
Desta rama, se povoou a Europa Ocidental, até à Península Ibérica. Mais ano menos ano.

Uma parte dos habitantes, agora do Casaquistão, começou uma viagem inédita até chegar a um lugar em que hoje vive o povo CHUCHQUI (que habita o Círculo Polar Árctico), há 15.000 anos.

Este povo, naquele tempo em que o casquete Polar Ártico estava ligado ao Alaska pelo que hoje é o Estreito de Bering, dividiu-se e empreendeu uma viagem (que por pouco não concluíram devido a dificuldades que tiveram para chegar ao Alasca), faz agora 13.000 anos.

Durante essa travessia, segundo a investigação do nosso geneticista aventureiro, muitos morreram e por pouco se perde o ramo que foi o começo de todas as raças de América.
Segundo os cálculos matemáticos e genéticos (não sei como fazem isso), somente se salvaram uns vinte membros do grupo dos nossos aventureiros avós.

Viveram no Alasca há 13.000 anos e de aí começaram a descer mais a Sul, e transformaram-se na tribo que hoje são os NAVAJOS. Imaginem-se: de Busquimanos do Kalahari a Índios bravos que fizeram guerra aos exércitos de Buffalo Bill.
Que se deixem os Suecos e Noruegueses, de dizerem que os Vickings foram os primeiros colonizadores de América, nada disso. E o Sr. Cristóvão Colombo - deixem-me rir - quando chegou já quase havia Internet, ou pelo menos, faltava pouco.


Daqui os nossos viajantes desceram ao que hoje é Canadá e Estados Unidos e foram povoando, pouco a pouco, estas paragens. Cada vez que iam mais para o Sul encontravam um clima mais benéfico e por isso reproduziam-se mais rapidamente o que fez com que, em menos de 10.000 anos, se estendessem até ao Sul do que hoje é o Brasil. Isso está provado porque o nosso amigo geneticista, percorreu todas e cada uma das tribos existentes naquelas partes do mundo. (Que cansado devia estar este amigo Ufff ao terminar. Ufff)

Dessa aventura, apareceram as grandes civilizações Maias, Aztecas, Toltecas, e Chichimecas. Depois mais ao Sul, por altura do Peru a civilização Inca, construtores do grande Machupichu.
E finalmente os índios do Brasil que em alguns lugares, no mais recôndito da Amazónia, continuam com os mesmos costumes ancestrais.


E mais ou menos por aqui terminou também a viagem do Sr. geneticista alemão que nos provou, com documentação, que todos descendemos daquelas fantásticas pessoas que ainda hoje habitam o Kalahari e que estão em vias de extinção: o povo SAN.

* Victor Cabral é um moçambicano da cidade da Beira radicado no México. De caçador profissional, dedica-se agora, entre outras coisas, à "caça" de histórias com sabor africano. Está a concluír um romace que retrata a vida de um elefante africano.

Para quem quiser ler o artigo original, aqui vai o "link":

http://groups.msn.com/MangaBeira/viagemaopassado1.msnw

Ao Victor endereço os meus agradecimentos pela autorização da publicação do artigo no meu blog e pelas alterações efectuadas.




outubro 03, 2004

"Friday fever" está aí e a dar com força...em tudo quanto é...


...Lu (z), (a), (pa), (ta), (va), (dico) e (pan).
Mas há antídotos, infelizmente!
Pois é...


Antonio San

outubro 01, 2004

Sinais exteriores de riqueza!

Para encobrir os interiores de pobreza!
E que tal se todos nós aderíssemos à campanha
"Não conseguiu um lugar de executivo na CGD? Não desanime, cole uma destas cortinas na garagem e deixe de pare(ser) pelintra"?
Finalmente seríamos todos Europeus..., nem que fosse só para inglês ver.


Antonio San

Polo Norte (frio, muito frio).

No comments...
Antonio San

Terrorismo (ou as suas diferentes faces)(ou, ainda, lições da vida à beira-mar plantadas)

De uma mão amiga, recebo, via mail, regularmente, um folheto informativo sobre a escola de meditação dirigida pelo Ishi.
O que mais me atrai são os editoriais. Palavras pensadas, sentidas, oportunas.
Com a permissão do autor, aqui partilho o último que recebi, tão somente com o propósito de reflectir, pois nada mais nos é permitido...
Obrigado pela autorização Ishi.

ESCOLA DE MEDITAÇÃO ISHI
Lisboa, Sintra e Cascais


- INFORMATIVO DAS ACTIVIDADES -
Nº 46 – 24 de Setembro de 2004

- PALAVRAS MINHAS -

Antes de tudo, um magnífico Bom Dia!

E está mesmo magnífico. Já entrámos no Outono, mas o calor e o sol mantêm-se. Gosto disto.

Ouço o nostálgico Wim Mertens. Ouço-o mal porque o amplificador pifou um dos canais. Alguém tem um amplificador para aí parado que me possa emprestar, enquanto este vai para arranjar?

Mas vamos à reflexão de hoje. Há uns tempos fiz uma reflexão sobre o terrorismo. Sobre a nossa responsabilidade, sobre o que temos de terroristas – às vezes em potencial, outras vezes já no activo e depois é só uma questão de escala.

Hoje vamos meditar sobre justiça. E como qualquer raciocínio minimamente inteligente, vamos fazê-lo por partes.

Comecemos:

1 – Uma pessoa tem um cartão VISA a funcionar com débito total no mês seguinte. Está no estrangeiro e paga a conta do restaurante. O empregado do restaurante em conivência com um grupo, monta um site fictício de negócios na internet e uma empresa fantasma, para ter conta no banco e acesso aos pagamentos VISA.

Na cópia que fica em qualquer loja, está tudo o que é necessário para fazer compras na internet, vai de retirar uma maquia grande à conta dessa pessoa.

Como o cartão não foi roubado e a pessoa não dá por nada, continua tranquilamente. Passado um mês, o gestor de conta no banco avisa que não tem nem de perto nem de longe dinheiro para pagar a conta do VISA.

E não tem. Eram 1890 e tal contos na moeda da altura. Os prazos para reclamar tinham passado todos. O contencioso com a Unicre estava iniciado. As negociações prosseguem por meses, mas a Unicre avança para processo judicial como a lei lhe permite. A pessoa prepara um advogado para ir pôr a questão na justiça. Participou o caso à polícia judiciária que acabou por ser detectado pela Interpol. Era um nítido problema de segurança do cartão, não sendo os clientes informados para ele.

Mas a pessoa em questão adoece e passa uma longa temporada no hospital. Neste período chega-lhe ao correio (que obviamente não vê) e é feito o julgamento – sumário, fiquem a saber. Se já tínhamos um sistema judicial criado durante a ditadura e próprio dela, recuámos e estamos quase na idade média, nos tribunais do santo ofício onde não havia hipótese de defesa.

Com diversas pessoas a verem-lhe o correio, só meses mais tarde é que esta pessoa vê a notificação. Vai a correr ao tribunal e fica a saber que fora condenado a pagar uma avultadíssima maquia. Só um recibo da Unicre e uma declaração desta empresa para o tribunal, parariam o processo de penhora de bens.

As negociações continuam através de advogados. O tribunal é informado deste facto, de que há uma intenção de pagar nem que seja uma parte, mas ignora, o processo é sumário. Notem bem: SUMÁRIO! No século XXI, num país que se diz europeu, civilizado, estado de direito, blá blá, fazem-se processos judiciais sumários.

A negociação está por um fio, os valores propostos por ambas as partes e após muito regateio já estão razoavelmente aproximados.

Esta pessoa, entretanto já a trabalhar, faz um bom negócio que lhe permitia saldar esta dívida. A dor de cabeça estava quase a acabar.

A pessoa em questão pede a um amigo, webdesigner, para lhe fazer um site. Terminado o site vai para lhe pagar o jantar. Dá que não dá. O amigo faz o site e ainda paga o jantar. Tudo bem, pode ser problema no cartão ou informático. Era sexta-feira, na segunda estaria resolvido e foi ao banco. Estávamos no dia 14 de Janeiro de 2003.

Tinha vindo uma ordem do Banco de Portugal para cativar a conta. Não só não tinha dinheiro como ainda devia. Agora também tinha um problema com a banca. A ordem do Banco de Portugal é geral. Este problema resolvia-se com a informação da liquidação por parte do tribunal e esta só existiria com o aval da Unicre.

Claro que a Unicre aproveitou o desespero da pessoa, recuou nos valores já propostos, mas com a ajuda de amigos, esta pessoa resolve o problema, paga à Unicre. Avança então para o tribunal para lhe desbloquearem a conta bancária.

Qual quê, era preciso fazer as contas do processo e isso demora. Informam inclusive que se podiam meter as férias judiciais – fazem férias como os meninos da escola –, sem dizerem de que ano eram as férias.

Estamos em Setembro de 2004, finalmente vêm as tais contas – quase dois anos depois. A notificação diz lá que pode pagar com Multibanco no próprio tribunal. A pessoa vai a correr. Mas não paga. Só um dos funcionários podia mexer no terminal multibanco e não estava – talvez cansado das férias de dois meses. Para além disso, vinham juros de mora no processo sumário. A pessoa nem contesta, quer é ver-se livre disto.

Vai pagar à Caixa Geral de Depósitos, onde ainda tem de comprar o impresso para que lhe devolvam o dinheiro. Isso mesmo, ir para as filas da Caixa.

No tribunal dizem agora: isto vai demorar, há um armário inteiro de assuntos desses para resolver... talvez mais dois anos... quem sabe...

A pessoa pergunta-se pelos juros que irá receber... 0 E quanto se desvaloriza o dinheiro em quatro anos? O quanto vai ainda perder para além do que perdeu?

Pelo caminho, noutro processo sumário e também envolvendo os dinheiros que pairam na Caixa Geral de Depósitos, o Eng.º Mira Amaral por um ano de não pôr lá os pés leva uma reforma de 19.000 euros mensais. Está bem e está certo. Talvez esteja mais desperto, mais consciente do que esta pessoa.


2 – Isto é tudo dentro da lei. Da lei vigente num país. A lei feita pelo governo e aprovada na assembleia da república, ou feita só por esta última.

Depois, a lei executada pelo sistema jurídico, policial e penal.

Trata-se de um país onde existem eleições, partidos políticos e representação directa do povo. Ou seja, toda a máquina legal e judicial é orientada por quem o povo elege e o representa.

Integrado na Europa, o cidadão pode até recorrer a instâncias que transcendem o próprio país. Pode até levantar uma acção contra o próprio país.

Por isso, isto que aconteceu não é mais do que a execução da nossa vontade, da sua, da minha...

Porque não?

Está a perguntar o que tem a ver com isto? Leia outra vez e devagar este ponto 2

Ainda com dúvidas? Vamos ao ponto 3


3 – Num sistema democrático, ou pelo menos dito democrático, quem governa ou toma assento na Assembleia da República, representa a vontade dos cidadãos. Sabe que mais? No nosso caso esta representatividade é magnífica.

De que se queixa? De termos uma governação desajustada, demasiado pobre em relação à capacidade produtiva, incapaz de julgar as pessoas de forma adequada, incapaz de dar respostas humanas adequadas, de cuidar da saúde, de educar, de se preocupar e tomar medidas ambientais sérias?

De que se queixa? Do estado não ter disponibilidade financeira para haver qualidade de vida, de não saber rentabilizar os recursos ao seu alcance, de julgar as pessoas por dá cá aquela palha, de não ter abertura e capacidade para abrir os braços aos doentes e outros que precisem de ajuda, de não ter cultura suficiente para educar, de desperdiçar e não saber informar, de criar inadequadamente lixos que poluem?

Queixa-se disto? Então olhe para a sua vida e reflicta neste último parágrafo, usando-o na primeira pessoa. Vamos a isto, mas cuide de ler devagar, faça pausas, medite em cada questão:

Tem realmente dinheiro para ter qualidade de vida? Sabe realmente o que é qualidade de vida? Nunca julgou levianamente ninguém? Sabe rentabilizar de boa forma todos os seus recursos? Ajuda com facilidade os outros dando-lhes a ajuda que necessitam? Sente-se suficientemente culto para educar? Cuida de não produzir lixo difícil de biodegradar-se? Sabe para onde vai o óleo da muda do seu automóvel?

Veja lá se o governo não é óptimo e não o está verdadeiramente a representar. Olhando então à nossa volta, percebemos que o governo, é simplesmente perfeito. Quer mudá-lo? Mude-se.

Para não haver equívocos, a pessoa da história sou eu. E não me estou a queixar mas a reflectir. A partilhar a minha reflexão convosco. A tentar fazer uma reflexão séria e profunda. A cuidar de não cair na estupidez de dizer que isso é com o estado, com o governo, com os outros, com os marcianos, cães, galinhas e as almas do além, que sou uma vítima e não tenho nada a ver com isso.

Como humano, também sou responsável pela responsabilidade humana. Não hão de ser os marcianos, os cães ou as galinhas. A humanidade sou eu e você. Com atenção percebemos que não somos assim tão diferentes, que isto é muito uma questão de oportunidade, de ambiente, de circunstâncias. E podemos ser o polícia ou o ladrão. Ou o padre.

Por acaso alguém ainda acha que se eu não reconhecesse a minha responsabilidade humana, faria o que faço hoje? Se calhar, estava no marketing, conhecia ou arranjava maneira de almoçar com as gentes da Unicre ou com a gente do tribunal. Com uns eurozitos acelera-se o processo. Não tenho jeito para estas coisas.

Agora a sério, já me rio disto tudo. É tão anedótico que o melhor é rir. Mas não deixo de reflectir profundamente nisto, implica demasiado com o bem estar de nós todos. Reconheço que passo por estas coisas, para estar atento e por dentro do que realmente se passa. A existência é perfeita.


Quanto ao que vou fazer, um dia conto-vos. Não, não vou para tribunal europeu. Isso cai no segredo, ninguém dá por nada, silenciam-se as broncas. Tenho outra ideia mais divertida. Primeiro, se já leram o “Quem mexeu no meu queijo?” percebem parte da manobra. Segundo, as pessoas adoram broncas à hora do jantar. Pisco-vos o olho, pensem.


Também não sei quando irão receber este e-mail. Em princípio o assunto já está resolvido, mas foi preciso armar escandaleira na Netcabo. Fui barrado, por uma empresa chamada spamhaus.com, por usar um IP (que é atribuído pela Netcabo de cada vez que ligo o modem) e alguém o usou para fazer spam. Sem comentários...

Sabem que há um polícia que controla os movimentos dos e-mails em todo o mundo? Fiquei a saber hoje, até o conheci.

Deixo a reflexão importante no meio disto tudo e importante para nós todos. No meio das macacadas da dita humanidade, do pitecus egoicus. É que parece a humanidade ser eu, você e os outros.

Afinal o que somos, o que sou?


Com amor
Ishi
 

Passaram pela re-Corrente

WebPost

This page is powered by Blogger. Isn't yours?Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com